22/11/2013
Eu bem que já desconfiava dessa minha sorte. Não foi muito fácil de achar, mas quando apareceu eu percebi em primeiro momento: sim.
Sempre pensou que esse sim o dominaria. E de fato era o que estava ocorrendo. Vivia um sonho, uma alegria interminável; Mal sabia o que verdadeiramente ocorria por trás de toda essa névoa de dúvidas e essa neblina de ilusão.. coitado, pobre alma inocente que não conhecia o que era a dor ou sofrer.
Hoje em dia, somente de vez em quando, quando se depara com aquele sim ainda consegue sentir as pernas tremeliças, o coração saltador, e aquelas velhas borboletas que haviam tomado seu estomago há muito tempo atrás, pareciam ter voltado à tona. Mas somente as vezes, quando esse sim ainda teria a decência de olhar nos olhos do mesmo que um dia virou este sim.
Lhes dizia: a vida é feita para aprender. Enquanto não sofrer, não aprenderá. E não é que estava certo? Sempre esteve certo, maldito sábio da vida que já havia sofrido e vivido muito mais que pensava.
Mesmo assim, depois de toda a merda feita e tantas palavras vomitadas, tenho certeza, teria prazer em fazê-las novamente. Nunca se arrependeu de nada, aliás, só de ter amado um pouco de mais algo que nunca o respondeu. Acho. Pensava consigo: não vale a pena amar, disso tem certeza.
De certeza teria uma só: queria ter dinheiro. Não pra sair por ai esbanjando e ‘ostentando’ (geralmente conhecidos por babacas, ou 'sonho de toda menina’, [elas gostam é de ser pisoteadas, não amadas. Se alguém as amar, elas é que vão pisar. Já tentou ser legal com uma mulher? Isso não existe.]). Queria ter dinheiro para viajar, reconstruir sua vida e construir uma totalmente nova. Quem sabe Canadá? Austrália? França?
Mesmo depois de todo esse devaneio, ainda tem certeza (e odeia admitir) que ama o sim. Maldito, desgraçado, infeliz sim. De tantos outros talvez que passaram pela vida, o sim permaneceu. Não pergunte como, só aconteceu. E acontece ainda, só que de uma forma diferente. Como um gelo que derrete, esse sim vai acabando, e uma hora se esgotará. Tomara.
Só espera que tudo dê certo. Leva a vida igual antes, como se nada tivesse acontecido. Talvez seja bom assim para o coração, mas o ego e o cérebro.. coitados, vão sofrendo em vão.








